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Data de disparo a definir

Para a Geração Z, saúde mental já pesa na decisão de ficar ou sair de uma empresa

Dados mostram que jovens profissionais consideram bem-estar, jornada e qualidade da liderança nas escolhas de carreira

Salário e crescimento continuam importantes, mas já não decidem sozinhos: 61% dos trabalhadores da Geração Z considerariam deixar o emprego atual por uma proposta com benefícios de saúde mental melhores. Para as empresas, a experiência de trabalho entrou na equação de atração e retenção.

Salário e crescimento profissional continuam importantes, mas já não são os únicos fatores considerados por uma parcela crescente dos jovens na hora de escolher onde trabalhar. Para a Geração Z, saúde mental, equilíbrio e qualidade da experiência profissional também entram nessa equação — e podem influenciar até a decisão de permanecer ou deixar uma empresa.

O tema ganha visibilidade durante o Setembro Amarelo, mas ultrapassa o período da campanha. Para as empresas, a discussão chega a uma questão estratégica: como criar ambientes capazes de atrair e reter profissionais que também avaliam as condições de trabalho e o impacto delas sobre o bem-estar?

Uma pesquisa da McKinsey, realizada nos Estados Unidos, mostrou que 60% dos trabalhadores da Geração Z consideravam recursos de saúde mental importantes na escolha de um empregador. Outros 57% diziam que esse suporte era relevante para decidir permanecer na empresa.

Mais recentemente, levantamento da Society for Human Resource Management (SHRM), de 2025, mostrou que 61% dos trabalhadores da Geração Z considerariam fortemente deixar o emprego atual se recebessem uma proposta de outra empresa com benefícios de saúde mental significativamente melhores.

"Quando falamos de saúde mental no trabalho, não estamos falando apenas de oferecer um benefício. Estamos falando da experiência que a empresa proporciona ao profissional. A forma como a organização estrutura o trabalho, conduz suas lideranças, reconhece as pessoas e estabelece limites também comunica o quanto aquele ambiente é saudável", afirma Renato Mendes, da Mendes Talent.

A pressão aparece no dia a dia

No Brasil, os dados mais recentes também mostram a relação entre saúde mental e experiência profissional. A edição 2026 da Gen Z and Millennial Survey, da Deloitte, ouviu 804 pessoas no país, sendo 501 da Geração Z.

Embora 66% avaliem sua saúde mental como boa ou muito boa, cerca de três em cada dez afirmam se sentir estressados quase o tempo todo. Entre os fatores relacionados ao trabalho que mais contribuem para a pressão estão as longas jornadas, citadas por 69% da Geração Z brasileira. Na sequência aparecem a falta de reconhecimento (57%) e a falta de tempo para concluir tarefas e demandas (54%).

Outro dado chama atenção: 62% afirmam se sentir menos confortáveis para falar sobre saúde mental com seus gestores.

Para Renato Mendes, os números mostram que o desafio não está apenas na oferta de benefícios.

"Não podemos olhar para a Geração Z apenas pela perspectiva de salário ou crescimento profissional. O jovem quer desenvolver competências e construir uma carreira, mas também observa quais serão as condições para fazer isso sem comprometer seu bem-estar."

Carreira sem abrir mão do equilíbrio

A própria ideia de crescimento profissional também passa por mudanças. Segundo a Deloitte, 69% da Geração Z brasileira têm interesse em assumir uma posição de liderança em algum momento da carreira, mas apenas 6% apontam chegar a um cargo de liderança como principal prioridade.

O equilíbrio entre vida pessoal e profissional aparece como parte importante dessa escolha. Para as empresas, isso significa que a proposta apresentada durante o processo seletivo precisa corresponder à experiência encontrada depois da contratação.

"Se a organização fala em equilíbrio, desenvolvimento e cuidado, mas mantém jornadas excessivas, pouca autonomia ou lideranças despreparadas, a percepção do profissional rapidamente muda", afirma Mendes.

Nesse cenário, o papel do RH passa por acompanhar como a organização do trabalho, as lideranças e as políticas de pessoas afetam a experiência dos profissionais. Ações de saúde mental podem fazer parte dessa estratégia, mas não substituem mudanças em aspectos que estão na origem do desgaste.

Setembro Amarelo como ponto de partida

O Setembro Amarelo pode abrir espaço para essa conversa dentro das empresas, mas a saúde mental precisa ser tratada como uma pauta permanente de gestão.

Para organizações que buscam atrair e reter profissionais da Geração Z, cuidar da experiência de trabalho deixa de ser apenas uma iniciativa de bem-estar e passa a fazer parte da estratégia de pessoas.

"O Setembro Amarelo é uma oportunidade importante para abrir essa conversa, mas a saúde mental não pode ser uma pauta de calendário. É preciso transformar o cuidado em prática de gestão, olhando para a jornada, a liderança, o reconhecimento e a forma como o trabalho é organizado", conclui Renato Mendes.

Sobre a Mendes Talent

Com mais de duas décadas de atuação no mercado brasileiro de recrutamento e seleção, a empresa se posiciona com foco em agilidade e qualidade na formação de equipes. A Mendes Talent desenvolve estratégias personalizadas para reduzir o tempo e os custos associados a posições em aberto, conectando profissionais qualificados a oportunidades alinhadas às demandas das organizações. Seu modelo de atuação combina equipes dedicadas e especialização por linhas de negócio, com ênfase em eficiência, assertividade e resultados.

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